Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Breve História da Passagem do Povo Judeu por Castelo de Vide - A Sinagoga

O edifício identificado como Sinagoga Medieval localiza-se na confluência da Rua da Judiaria com a Rua da Fonte. Compõe-se de dois pisos, abrindo-se numa das divisões do piso superior o que se julga ser o Tabernáculo.
Neste compartimento reuniam-se os homens da comunidade, enquanto que na divisão à sua direita, daquela separada, originalmente por um pequeno postigo, congregavam-se os membros do sexo feminino, enquanto decorriam as sessões de estudo dos Textos Sagrados. As Sinagogas, enquanto espaço polifacetado, funcionavam, paralelamente, como Escola. Também na Sinagoga de Castelo de Vide existe um espaço que era dedicado ao ensino dos mais jovens. A Escola, cuja memória a tradição popular ainda guarda, hoje em edifício separado, situava-se à esquerda da sala do Tabernáculo.

Os trabalhos de consolidação do edifício da Sinagoga obrigavam ao desenvolvimento de várias sondagens arqueológicas no piso inferior deste espaço. Nesses trabalhos foi possível identificar três silos escavados no granito de base, apresentando um deles vestígios de ter sido forrado com placas de cortiça. Os diferentes níveis estratigráficos observados indicam a existência de, pelo menos, três fases distintas de utilização do piso inferior. A mais antiga, contemporânea da abertura dos silos, remonta aos finais do século XIV. Os dois silos do primeiro compartimento estiveram em uso até meados do século XVI, enquanto que os materiais enxumados no silo do segundo compartimento apontam para um abandono algo mais tardio. Quer pelos materiais arqueológicos recolhidos no interior dos silos, quer pelo espólio identificado na sondagem efectuada no quintal da Sinagoga, outrora espaço coberto, pode-se afirmar que o século XVI foi época de profundas alterações
deste edifício, coincidindo com o fim da liberdade de culto dos judeus em Portugal. Posteriores utilizações foram dadas a este imóvel. O espaço interno e externo foi sendo alterado e adaptado ao longo dos séculos. O Tabernáculo só foi redescoberto nos anos setenta do presente século, quando se procedia ao arranjo das paredes do edifício.
(Fonte): http://www.cm-castelo-vide.pt

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Breve História da Passagem do Povo Judeu por Castelo de Vide
Na encosta virada para a nascente e adossada ao velho casco medieval desenvolve-se a Judiaria de Castelo de Vide. Num acentuado declive serpenteiam as estreitas calçadas que se desenvolvem desde a porta do Castelo até à Fonte da Vila, em tudo semelhantes às que formam o restante núcleo medieval de Castelo de Vide.

Torna-se interessante verificar que a comunidade judaica de Castelo de Vide evoluiu entre dois espaços fundamentais - o velho Largo do Mercado e a vetusta Fonte da Vila.

O Judeu, pela sua vivência em diáspora, ligou-se fundamentalmente, às actividades mercantis, justificando-se, mutuamente mercado e judiaria, no mesmo espaço - encosta nascente do Castelo.

Ainda que de difícil delimitação urbana, a Judiaria de Castelo de Vide desenvolveu-se, fundamentalmente, pelas ruas da Fonte, do Mercado, do Arçário, do Mestre Jorge, da Judiaria, da Ruinha da Judiaria, da actual Rua dos Serralheiros e da Rua Nova. A amplitude deste espaço pode compreender-se devido à proximidade de Castelo de Vide com a fronteira castelhana.

O Édito de 1492, promulgado pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel, provocou uma deslocação maciça de famílias judias que procuravam, do lado de cá da fronteira, a paz que as profecias lhes negavam em terra estranha. Datará dessa altura o desenvolvimento comercial e manufactureiro que veio a caracterizar, posteriormente, Castelo de Vide. Não só nas artes e ofícios se notabilizou a comunidade judaica de Castelo de Vide, tendo brilhado também os seus filhos na botânica e medicina, como nos provam os nomes de Garcia d'Orta e Mestre Jorge o Físico.

A despeito da renovação que, por via da sua continua ocupação, foi sofrendo, a judiaria de Castelo de Vide apresenta ainda alguns elementos característicos: as portas ogivais de habitação e de oficina ou comércio (algumas decoradas com símbolos profissionais), as velhas calçadas e o edifício que se julga ser a antiga Sinagoga.



(Fonte): http://www.cm-castelo-vide.pt

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Domingo, 19 de Abril de 2009
Abrantes Parque Urbano de S. Lourenço e Aquapolis
PARQUE URBANO S. LOURENÇO







O Parque urbano está localizado na mata de S. Lourenço, um espaço natural, dentro do perimetro urbano da cidade de Abrantes.



Este espaço está a ser um ponto de convivio social e refugio, que nos possibilita uma oferta diversificada dentro do recreio e lazer, para as familias Abrantinas e aos visitantes da cidade, como foi o nosso caso.


Tem ao dispor percursos pedonais, uma ciclovia, um parque de merendas,um parque infantil,, uma parede de escalada,um lago artificial,um café/restaurante e próximo uma zona de pernoita de autocaravanas com permissáo de 48 horas.





ÁQUAPOLIS





A Áquapolis, está localizada nas duas margens do rio Tejo, a norte na zona baixa de Abrantes e sul fico na localidade de Rossio ao Sul do Tejo.








São zonas bastantes agradáveis para passeios.



A norte também há um parque de merendas, campos de jogos (Volei,Futebol) na praia fluvial, bem como o parque de actividade fisica para todas as idades com aparelhos patrocinados por uma cadeia de supermecados.





Há também nesta parte uma Área de Serviço para autocaravanas, com zonas de pernoita até 48 horas.


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Sábado, 18 de Abril de 2009
Abrantes Castelo / Fortaleza
Imóvel de interesse público,de planta irregular com fortins de defesa estratégicos,terá sido mandado construir por D. Afonso Henriques, no século XII para defesa da linha do rio Tejo, sendo doado em 1173, pelo mesmo, à ordem de Santiago de Espada.
Foi Alvo de sucessivas reconstruções e ocupações
militares, desde a sua primitiva construção até ao século XX.
Esta Fortaleza é constituida por Torre de Menagem, mandada contruir por D. Dinis em 1300, detentora da maior panorâmica desta região, que permite contemplar multiplas paisagens sobre a lezíria ribatejana, a charneca alentejana e as serranias da beira.
O palácio dos Governadores ou dos Alcaides, terá sido construido no século XV, pelo Alcaide-mor de Abrantes, Diogo Fernandes de Almeida.
O palácio encontra-se hoje descaracterizado, pelo desaparecimento do primeiro andar.
Subsiste uma magestosa frente em arcada, assente sobre uma galeria, bem como algumas salas abobadas, com 11 vãos inter comunicantes, com tijolo de burro dos século XVII / XVIII.





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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Viajar é um prazer
Por achar interessante, respingo do Blog de jvacandeus, referido no final, o seguinte texto sobre viajar.




"Viajar é um prazer por que a maioria dos mortais anseia. Ver coisas distintas, diferentes povos que falam outra língua, que se comportam de modo desigual do nosso. Com excepção dos que se sentem bem onde estão, não têm meios para deslocações ou a falta de saúde não lhes permite que saíam do mesmo sítio, todos os outros albergam a curiosidade de ir mais além. De ir à descoberta. De ir ver outras paragens.Mas para ver não basta apenas olhar. Olhar e não ver é uma situação bastante frequente em muitas pessoas. Que, ainda por cima, não distinguem uma coisa da outra. Vão visitar outras paragens, olham e não decifram a importância do que lhes aparece à frente. Nem o seu significado. São como aquele que foi a Paris, depois de ter economizado durante muitos anos o necessário para aquela aventura e, ao regressar, ao lhe ter sido pedida a opinião sobre a cidade, respondeu: “Que grande!”.Mesmo dentro do próprio país, existem diferenças que vale a pena serem apreciadas. Então, quando há a oportunidade de cruzar a fronteira, quando é outra língua que se fala e são outros hábitos que se encontram, não se pode perder a ocasião de estabelecer a comparação. E medir se as diferenças jogam a nosso favor ou a vantagem é dos outros. Se não se produz essa avaliação, se se fica apenas pelo que se olha, então, na verdade, não se vê. Perde-se o essencial.Podemos ser vaidosos daquilo que somos e do que temos. Estarmos satisfeitos com o nosso passado e com o presente. Cada um é dono da sua opinião. E o chamado “amor à Pátria” não deve ser objecto de discussão.Do mesmo modo, a crítica, o descontentamento, a análise negativa daquilo que somos e o desejo de sermos melhores, todas essas atitudes não podem ser vistas como desamor. Estar satisfeito com o nosso comportamento, não desejar mudar nada, preferir sermos como somos do que procurarmos nos outros exemplo para melhorias, será uma posição que se respeita, não tem de ser apelidada a priori de patriotismo doentio., ainda que, reconheça-se, pouco positivo. Estar bem como está é tão aceitável como quem deseja mudar. No entanto, o desejável é que seja para melhor.Seja como for, para quem está disposto a isso, o viajar é respirar ar diferente. E pode constituir um aumento de cultura, um alargamento de horizontes. O que é fundamental é pôr todos os sentidos a funcionar em pleno, para que o sair de onde vivemos não seja uma mera distanciação. Digo eu. "
http://jvacondeus.blogspot.com/2008/08/desencantopor-enquanto_12.html


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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Em Castelo de Vide na Páscoa e as Chocalhadas ou a tradição ainda é o que era !...
Castelo de Vide ganha vida com as festividades da Páscoa . Mas a grande festa está guardada para o Sábado. Pela manhã chegam à vila lavradores, com os seus rebanhos para a frente da Igreja Matriz e esperam que estes sejam benzidos, na tradicional Bênção dos Borregos, onde cabem ainda ovelhas e cabritos.
De noite tem lugar a Vigília Pascal na igreja Matriz e a Chocalhada. Durante a celebração da Vigília Pascal os chocalhos soam três vezes, “na altura do glória, no aleluia e nos Santos”. Este chocalhar estende-se às vezes “por dois ou três minutos, mas as celebrações são muito ordeiras e as pessoas respeitam e dão sentido ao que se celebra”, garante o pároco. No final da celebração “voltam a chocalhar a par da banda percorrendo as ruas da vila, levando a alegria a todos”.




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Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Capelas Enfeitadas no Sardoal
Integrado nas festividades da Semana Santa e Páscoa, de Quinta-feira Santa até ao Domingo de Páscoa estiveram abertas ao publico, as Capelas do Sardoal, vila do norte do Ribatejo, perto da Cidade de Abrantes.

Estas Capelas estão enfeitadas, no chão, com tapetes à base de pétalas de flores,verduras naturais e outros elementos da natureza, contendo motivos de devoção, consignados nos brasões da paróquia.

Esta original tradição , supõe-se ser única no nosso país.

As decorações das Capelas, começam a serem preparadas na noite de quarta-feira, prolongando-se em alguns casos, pela madrugada dentro.

Estas decorações são levadas a cabo por grupos de moradores , alunos e professores dos agrupamentos das Escolas e elementos do movimento associativo.



As Capelas e Igrejas enfeitadas

este ano foram:




  • Capela de S. Sebastião,
  • Igreja da Misericórdia,
  • Capela do Espirito Santo,
  • Capela Nossa Senhora do Carmo,
  • Capela de Santa Catarina,
  • Capela de Sant'ana,
  • Capela dos Senhores dos Remédios,
  • Igreja Convento de Santa Maria da Caridade.


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