Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Tapeçaria de Portalegre.Uma história de Guy Fino


Os dois galos

O pintor francês Le Corbusier era, à época, o expoente máximo de inspiração para as tapeçarias francesas, consideradas as melhores do mundo. Conhecido e apreciado, o artista gaulês afirmava que o seu nível de perfeição era inatingível.
Por diversas vezes Guy Fino tentou seduzir o mestre para que pintasse motivos que pudessem ser reproduzidos pelas tapeçarias de Portalegre.

Porém, este sempre recusou, afirmando que estas não tinham a qualidade necessária para um artista da sua envergadura.

Mas dada a insistência de Fino, Le Corbusier acedeu em doar ao museu uma tapeçaria sua, na qual estava representado um galo em tons vermelhos, verdes e amarelos com um fundo preto.
Guy Fino, homem de rara intuição, mandou rapidamente que se copiasse com a máxima perfeição a obra doada.


Seguindo as suas ordens, a manufactura produziu não só um trabalho idêntico, mas ainda mais perfeito no que toca aos contornos da forma. É que o ponto de Portalegre, por ser diferente do francês, permite desenhar as formas ainda com mais minúcia.


Concluída a obra, Guy Fino voltou novamente a convidar Le Corbusier a visitar o museu e confrontou-o com os dois quadros, tapando a assinatura.

Le Corbusier apontou para o tapete de Portalegre e disse que esse era o francês. Guy Fino perguntou-lhe como poderia ele saber, tendo o pintor retorquido que não poderia haver dúvidas porque aquele era o mais perfeito. E como a tapeçaria francesa era a melhor do mundo, aquele só poderia ser o tapete francês.·

Acto contínuo, Guy Fino destapou as assinaturas e o francês, incrédulo, viu que se tinha equivocado. Afinal, a tapeçaria portuguesa tinha qualidade. A partir de então, passou a colaborar ilustrando alguns quadros para as tapeçarias de Portalegre.




N'Dalo Rocha

in :http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/index.asp

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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino
Inaugurado em Julho de 2001, está instalado no Palácio Castelo Branco.





O museu dedica-se à apresentação, conservação e estudo das Tapeçarias de Portalegre.



Apesar de o famoso ponto de Portalegre ter sido criado por Manuel Carmo Peixeiro, no final dos anos 20, foi através do impulso de Guy Fino que a firma Tapetes de Portalegre evoluiu para a actual manufactura.



Muitos foram os pintores que viram aqui as suas obras reproduzidas.


Só para citar alguns nomes: Jean Luçart, Le Corbusier, Almada Negreiros, Graça Morais, Menez, Júlio Pomar, Vieira da Silva, entre outros.



Para além das exposições permanentes, o museu também conta com uma área de exposições temporárias pertencentes maioritariamente a coleccionadores privados e também à manufactura das tapeçarias.






Morada:

Rua da Figueira, n.º 9
7300-139 Portalegre

museu.tapecaria@cm-portalegre.pt


Horário
9:30 - 13:00 14:30 - 18:00

Encerra à Segunda-Feira


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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Figuras de Bordalo Pinheiro em risco de desaparecer


DN online :


Figuras de Bordalo Pinheiro em risco de desaparecer




Ao tomar conhecimento desta triste realidade, veio-me à memória uma recente visita a Óbidos, onde estava patente uma exposição de objectos da Fábrica de Rafael Bordalo Pinheiro.

Nesse dia de Dezembro, já se falava no possivel encerramento da unidade fabril das Caldas da Rainha.


Não há ninguém que consiga pegar «este touro pelos cornos»?
Como soe dizer-se aqui no Ribatejo.

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Museu Grèvin em Paris
Com cerca de 300 figuras de cêra, o museu Grévin em Paris é um dos locais, quase obrigatório, para todos os turistas.
Neste lugar são visitados diariamente modelos de diversos personagens e figuras da política, das artes, do desporto, enfim, quase todas as actividades estão representadas e em diversas épocas.

A criação do museu Grévin deve-se ao jornalista Arthur Meyer que queria apresentar aos seus leitores contemporâneos as personalidades de uma forma tridimensional, que propôs a Alfred Grèvin desenhador humorista , figurinista de teatro e escultor, a criação de um local onde o publico pudesse ver cara a cara as personalidades que estavam nas noticias.
O museu foi criado a 5 de Junho de 1892, com um enorme êxito.

Em 1893, Gabriel Thomas, um dos accionistas da Sociedade de Exploração da Torre Eiffel e do Teatro dos Champs Elysées, dá um suporte económico, que permite um maior desenvolvimento, na melhoria dos cenários, que actualmente são um precioso património, como o Teatro Grévin, reproduções diversos monumentos históricos e do Palais des Mirages desde a Exposição Universal de 1900 de Paris.
Este museu com mais de um século, continua a oferecer momentos de fantasia, com as suas figuras de cêra.


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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Deutsches Museum - Post 3 Moliceiro
Os moliceiros e as suas características



O moliceiro destinou-se na sua origem à apanha e transporte do moliço, produto de grande valor económico para fertilizar as terras.
A apanha do moliço foi primitivamente exercida pelos agricultores.
Mais tarde criou-se a profissão de moliceiro que passou a ser fornecedor do agricultor em virtude da expansão agrícola que exigia maior produtividade. O moliço é utilizado como fertilizante na transformação dos terrenos arenosos e improdutivos, em excelentes terras de cultura.
O comprimento total do moliceiro ronda os 15 metros, medindo de boca 2,50 metros.
Navega facilmente em pouca altura de água. É construído de madeira de pinheiro e resiste em média doze anos de serviço.
O castelo da proa é coberto e fechado com porta e chave, serve de câmara de tripulantes e paiol de mantimentos. A cobrir as duas primeiras cavernas de água, há um estrado ao mesmo nível do piso da câmara, que tem a função de lareira e onde os tripulantes preparam e comem as refeições.
Os meios de propulsão do barco moliceiro são a vela, a vara e a sirga.
A vela é geralmente de lona, içada num mastro de altura aproximada de 8 metros.
O meio de propulsão da “vara” é de 4 a 6 metros de comprimento, que firmam no fundo dos canais e empurram a peito, em repetidos percursos, desde a proa até próximo da ré.
A “sirga” é um cabo de sisal, ou nylon que se utiliza na passagem dos canais mais estreitos ou junto às margens, sempre que o barco navega contra a corrente ou contra o vento.

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
Deutsches Museum - Post 2 - Guitarra Portuguesa
Na origem directa da nossa guitarra encontra-se um modelo de Cítara europeia conhecido em Portugal desde o século XVI, filiado na Cítola medieval e referido em várias fontes literárias e representações iconográficas.

A desqualificação social da cítara é um facto, referido desde o início do século XIX , (p.ex. em 1820, um tal Manuel Raimundo, mulato, foi preso na Calçada de Santana , em Lisboa , por estar “tocando em uma Cytara numa loja de louça que também vende aguardente” ) e esta situação tornou-a o instrumento ideal de acompanhamento do fado, canção então em voga em meios marginais dos bairros pobres da cidade de Lisboa.No entanto e sob a nova designação de Guitarra Portuguesa, esta vai sendo gradualmente reabilitada até chegar novamente aos salões burgueses e aos palácios da aristocracia na segunda metade do século.Na década de setenta já a Guitarra se apresentava em sessões de concerto (Casino Lisbonense, 1873), bem como era obrigatório o seu uso no acompanhamento do fado, entretanto popularizado de norte a sul do país, através dos tocadores e cantadores ambulantes que frequentavam as principais feiras e romarias.

Com o incremento do fado e das guitarradas, promovido pelas companhias de discos e de gramofones na década 20/30 e a sua subsequente difusão por todo o país através da rádio (a partir de 1935), a Guitarra Portuguesa tornou-se um instrumento ainda mais presente nos conjuntos instrumentais próprios das funções de baile, nas rusgas do Minho, nas rondas da Beira Alta, em grupos do Douro e de Trás-os-Montes, reforçando o timbre estridente das violas de arame e apoiando o acompanhamento harmónico dos violões.Mas é certamente nas grandes cidades que a Guitarra atinge a sua cotação mais elevada, com a associação ao fado amador dos estudantes de Coimbra e nas mãos dos mais talentosos guitarristas profissionais do fado de Lisboa.Da década de 40 até hoje, pouco se fez para modificar os aspectos essenciais da construção da Guitarra, verificando-se no entanto uma gigantesca evolução nas técnicas de execução e no reportório, o qual passou das simples “guitarradas” acompanhadas à viola, para verdadeiros solos de concerto e peças orquestrais com a guitarra em posição solística de destaque.

Pedro Caldeira Cabral

in http://www.guitarraportuguesa.com/


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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Deutsches Museum - Post 1 - Bartolomeo de Gusmão
Bartolomeu de Gusmão (1685-1724)


Nasceu em Santos, S. Paulo, no Brasil, e fez estudos no Seminário jesuíta de Belém, onde se ordenou.
Desde muito cedo se interessou pelo estudo da Física, tendo concebido uma máquina de elevação de água a 100 metros de altura, no Seminário de Belém.
Em 1701 veio para Portugal, tendo regressado ao Brasil pouco depois, para voltar a Portugal em 1708 a fim de fazer o curso de Cânones da Universidade de Coimbra.
Aqui desenvolveu os seus estudos de Física e Matemática.
Em 1709 dirigiu uma petição a D. João V anunciando que tinha descoberto "um instrumento para se andar pelo ar da mesma sorte que pela terra e pelo mar".
Após ter recebido do rei D. João V, apoio e um privilégio que lhe permitiria ter o exclusivo na construção de máquinas voadoras, dedicou-se a esta tarefa.
A 5 de Agosto de 1709 fez uma primeira experiência pública, na sala do Paço e na presença do rei, tentando fazer subir um globo de papel que tinha sob a abertura uma pequena barquinha com fogo, mas o balão ardeu sem voar.
A segunda experiência resultou. No dia 8 de Agosto de 1709, na sala dos embaixadores da Casa da Índia, diante de D. João V, da Rainha, do Núncio Apostólico, Cardeal Conti (depois papa Inocêncio XIII), do Corpo Diplomático e demais membros da corte, Gusmão fez elevar a uns 4 metros de altura um pequeno balão de papel pardo grosso, cheio de ar quente, produzido pelo "fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada". Com receio que pegasse fogo aos cortinados, dois criados destruíram o balão, mas a experiência tinha sido coroada de êxito e impressionado vivamente a Coroa.

Não se conhecem outras experiências para além das que praticou na corte, sendo muito famosa a gravura que fez da "passarola", que não terá passado de um artifício de Gusmão para desviar a atenção dos seus detractores e dos curiosos
As experiências com aeróstatos foram desenvolvidas na segunda metade do século XVIII pelos irmãos Montgolfier, Joseph Michel (1740-1810) e Étienne (1745-1799).
Após várias experiências, em Setembro de 1783 fizeram subir um balão de ar aquecido que transportou três animais e em Novembro um outro balão transportou duas pessoas e sobrevoou Paris.











Fernando Reis

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Deutsches Museum de Munique tem referências a Portugal
O Deutsches Museum em Munique tem 50 secções de exposição, distribuidas numa superficie de 47.000 m2, que nos mostra como foi a evolução das ciencias naturais e das tecnologias desde a sua origem até à modernidade.

O visitante deste museu fica totalmente surprendido (esmagado pode-se também dizer)pela quantidade de informação e de assuntos de interesse em todos os sectores apresentados.


Há também referência a feitos e objectos da vida de Portugal que vamos destacar em três posts, digamos assim.


Post 1 - Bartolomeo de Gusmão




Post 2 - Guitarra Portuguesa,



Post 3 - Moliceiro.




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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Dia de Reis
Esta nossa viagem realizou-se no segundo dia de 2009, depois da revellion, começamos por subir a serra do caldeirão,que divide o litoral algarvio da planicie alentejana, rumamos até Monsaraz, é uma vila que cresce sobre uma colina, protegida por um castelo, do século XIV. É uma localidade que fala de história, é muito apreciada pela grandiosidade e preservação das suas muralhas, do castelo e da sua arte e cultura.
Monsaraz é um Património Nacional de Portugal.
Quando chegamos estava nevoeiro e com a iluminação transformou esta zona ainda mais bonita , com este ambiente, tomamos o ensejo de falar do dia de reis com os registos fotográficos, que fizemos do presépio que nos acompanha pelas suas ruas.

O dia 6 de Janeiro para os católicos,


é o dia para a adoração aos Reis Belchior, Baltazar e Gaspar, que se tornaram santos.


Cuja tradição surgiu no século VIII.


Nesta data encerram-se para os católicos

os festejos de Natal,


São desarmados os presépios e retirados os enfeites natalícios.


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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
O Algarve não é só praia
Pelo segundo ano consecutivo fomos passar a réveillon a Portimão,

o programa contava com a participação do grupo ''Les Farfadais'' que se dedica a arte do circo numa nova tendência.


Um espectáculo de uma grande plástica com os aparatos suspensos por uma grua a 10 metros do chão. mistura entre fantasia e sonho, numa concepção baseada no universo do mitológico e do fantástico.
À meia-noite o fogo-de-artifício Sinfonia de Cores inundou os céus do concelho de Portimão, com milhares de disparos de três pontos distintos: zonas ribeirinhas de Portimão e de Alvor e Praia da Rocha.

Portimão continua a ser uma povoação amiga dos autocaravanistas,
pernoitamos na zona ribeirinha juntamente com outros companheiros .

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