Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Em Bergen- Bryggen Património da UNESCO
Post sobre Património Mundial



Uma das povoações mais encantadoras da Noruega, é certamente a cidade portuária de Bergen, geralmente ponto de partida dos cruzeiros que percorrem os fiordes noruegueses.







Bergen está rodeada por sete montanhas, que nos meses de Julho e Agosto, são escaladas com frequência,tem cerca de 250 mil habitantes, mas nos meses de verão ultrapassa o milhão.


Na zona histórica de Bergen há o quarteirão de Bryggen. Era porta de entrada noutros tempos, e é o que resta do antigo cais do lado Este de Bergen.
Bryggen foi reconstruida, após um incêndio em 1702, que reduziu a cidade a cinzas. Tudo o que resta do original desta zona , foi recuperado sob a égide da UNESCO, que a tornou como património da Humanidade, é uma espécie de museu vivo e ao ar livre, onde se pode apreciar a arqitectura , o artesanato, os ofícios tradicionais e as artes ligadas à pesca.


Perto deste local fica o Fisktorget, mercado de peixes onde é possivel comprar salmão, caviar, bacalhau e marisco. O mercado de peixe é considerado uma atracção turistica de Bergen.



publicado por aviajar às 16:20
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
VENICE VERT - Viagens em tons de verde
Hoje vamos envolver-nos pela magia da paisagem, desde Bocage a sud de Vendée, cruzando caminhos de terra e "caminhos" de àgua, este é um local muito rico e variado. Podemos fazê-lo em barco, de bicicleta ou a pé. Pode-se encontrar em seu redor,aldeias com abadias, igrejas românicas, moinhos e vestigios de uma actividade mineira de outrora.




Vendée, Sèvre, Autise são os três rios que desaguam para le Marais Poitevin , onde quase não de percebe onde é a àgua e as margens do Marais.



A sul do departamento de Vendée, e limitado pelo oceano Atlântico é onde se localiza este pequeno paraiso "le Marais Poitevin".

Neste pedaço de França, ao percorrer as margens , e vislumbrar o tapete de lentilhas, temos um óptimo ambiente de comunhão com a natureza, que nos incita à meditação .

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publicado por aviajar às 16:18
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008
Dia de Portugal




10 JUNHO

Dia de Portugal, Camões e Comunidades

A anteceder este post, reportei-me a um Homem que desenvolveu e protegeu a cultura de Portugal, José Régio.
Neste dia para me lembrar dele, fui visitar a sua casa museu a Portalegre , estar mais perto da nossa cultura, da nossa Portugalidade, numa altura que também há portugueses a vibrar com façanhas de outros Portugueses lá para a Comunidade Helvética. Precisamos que se faça mais Portugal.
Viva Portugal!






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publicado por aviajar às 00:07
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
A Antiga Pensão 21 em Portalegre
A antiga pensão 21 em Portalegre tem um novo brilho, por causa do escritor, poeta, ensaista, dramaturgo, professor e coleccionador José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901, fixou-se em Portalegre em 1927, depois ter de sido colocado como professor de Português e Francês no Liceu Mouzinho da Silveira. O seu legado de 34 anos de residência e trabalho em terras alentejanas, está bem vivo neste edificio.
A história de José Régio em Portalegre, começa quando aluga um quarto na pensão 21, edificio que já tinha funcionado como anexo do Convento de S.Brás, no século XVII, e quartel general quando das guerras peninsulares, e acabou por ser o hóspede único.
À medida que ia adquirindo novas peças para as suas colecções, o escritou foi alugando mais quartos, até que ficou sózinho na pensão 21.
Em 1965 vendeu a sua colecção de antiguidades à Câmara Municipal, tendo esta adquirido o edifício, que abriu como museu em 1971 com as colecções de escultura, pintura, mobiliário, metais e texteis que estão distribuidas por 17 salas de exposição permanente.
Na colecção de José Régio, destaque para a arte sacra e particularmente os 400 Cristos, estando em exposição cerca de 90, estes cristos são essencialmente representações de arte popular e feitos em madeira. A peça mais antiga é um Cristo do século XIV, que José Régio encontrou desmontado à porta de um sapateiro e era para ser queimado.
Segundo se conta, depois de montado e de o ter colocado numa parede da sua casa, nessa noite não conseguiu dormir, porque se levantou várias vezes para o apreciar.
Também em destaque, estão os pratos de faiança popular, conhecida por "ratinhos", trazidos pelos trabalhadores migrantes das beiras (zona de Coimbra), que vinham ceifar para o Alentejo e trajavam de cinzento, e aproveitavam para trocar por roupas e tecidos, os pratos de faiança que traziam.
Aconselha-se uma visita, que é conduzida por técnicas dedicadas, da autarquia de Portalegre, a esta casa museu, que outrora foi a Pensão 21


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publicado por aviajar às 17:59
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
A Posta Mirandesa - Finalmente!
Ingredientes:
1,2 kg de carne de vitela mirandesa; sal grosso, de preferência integral (sem substâncias quimicas).
Preparação:
O lume das brasas deve estar forte no inicio. As brasas incandescentes devem estar distribuidas de forma regular no fogareiro ou lareira de forma a proporcionarem uma distribuição uniforme do calor. A grelha deve ser colocada a uma altura de cerca de 10 cm das brasas.
A carne deve ser cortada em postas com uma espessura de 3 a 4 cm (cerca de 300 g por posta).
Coloque a carne na grelha sem tempero nenhum. Após esta operação, e caso o deseje, tempere com sal grosso.
Volte a carne, sem espetar, quando aparecerem pequenas pérolas de sangue na superfície superior. O tempo que a posta está na brasa depende do seu gosto pessoal, consoante prefira a carne bem ou mal passada.
Para conservar a suculência da carne, esta não pode ser picada. Ao voltar a posta, o lume deve estar forte, para que se crie uma crosta que impeça a saída dos sucos. Contudo, esta crosta não deve ser espessa, porque senão o calor penetra na carne de forma deficiente e a posta acaba por ficar queimada por fora e mal grelhada por dentro.
Acompanhamento: batata cozida com casca e salada.


A parte a vermelha do animal , é a que deve ser utilizada.


A Carne Mirandesa é produzida nas pastagens naturais com composição floristica própria do nosdeste transmontano, numa região que situa acima dos 500 metros de altitude.
Estas pastagens têm o nome de lameiros.
Os animais que produzem a Carne Mirandesa , são obrigatóriamente de Raça Mirandesa, pelo que têm que estar inscritos no Livro Genealógico de Raça.
Para garantir a genuidade desta carne, criou-se um sistema de controle e certificação, que visa assegurar a rastreabilidade da Carne Mirandesa.





















publicado por aviajar às 14:45
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Mirandês "hai lhénguas que to Is dies renácen"
La Lhéngua Mirandesa, doce cumo ua meligrana, guapa i capechana, nun yê de onte, detrasdonte ou trasdontonte mas cunta cun uito séclos de eijistência. Sien se subreponer a la "lhéngua fidalga i grabe" l Pertués, yê tan nobre cumo eilha ou outra qualquiêra. Hoije recebiu bida nuôba.Saliu de l absedo i de l cenceinho an que bibiu tantos anhos. Deixou de s'acrucar, znudou-se de la bargonha, ampimponou-se para, assi, poder bolar, strebolar i çcampar l probenir. Agarrou l ranhadeiro para abibar l lhume de l'alma i l sangre dun cuôrpo bien sano.Chena de proua, abriu la puôrta de la sue priêça de casa, puso fincones ne l sou ser, saliu pa las ourriêtas i preinadas.. Lhibre, cumo l reoxenhor i la chelubrina, yá puôde cantar, yá se puôde afirmar. A la par de l Pertués, a partir de hoije, yê lhuç de Miranda, lhuç de Pertual.
Texto de Apresentação do Projecto Lei de reconhecimento dos direitos linguísticos da Comunidade Mirandesa.Assembleia da RepúblicaLisboa, 17 de Setembro de 1998
Hai lhénguas que to Is dies se muorren i hai lhénguas que to Is dies renácen.

(Há línguas que todos os dias se vão e há línguas que renascem dia a dia.)

Há línguas que morrem com o povo que as usava. Outras morrem de desprezo, repúdio, vergonha e abandono. E há algumas línguas, raras e exangues, que apesar disso se refazem, dia a dia, pessoa a pessoa, quando o seu povo descobre o valor dos símbolos próprios. Ou quando os seus falantes descobrem que a língua é o que sempre os une e o que pode fazer chegar a sua unicidade ao mundo.

Hai lhénguas cun sous scritores i hai lhénguas de cuntadores.
(Há línguas com seus escritores e há línguas de contadores.)

Há línguas que têm uma copiosa e bela literatura, escrita desde antigos tempos e sempre renovada, e há línguas que só têm literatura oral, com seus poetas, contadores, cantadores, rezadores – também ela vinda de antigos tempos e sempre renovada. Uma língua não necessita de ter escrita para ser considerada língua, tal como a literatura não tem que ter letras gráficas para ser literatura. Em qualquer altura a literatura oral pode ser transcrita. Em qualquer altura os poetas da oralidade podem deixar de improvisar de viva voz os seus poemas, ou de cantá-los, ou de recitá-los, para passarem a escrevê-los. A escrita é um valor de memória, um instrumento mais de comunicação à distància e um símbolo de uma dada civilização. Para a classificação de um idioma como "língua institucional" interessa na medida em que, unificando diversas pronúncias, mostra que um certo números de falares têm um sistema comum que os une – representando esse sistema a própria língua.
Hai lhénguas cun sous scritores i hai lhénguas de cuntadores.
(Há línguas com seus escritores e há línguas de contadores.)
Hai lhénguas que son de muitos, i hai lhénguas que poucos úsan.
(Há línguas que são de muitos, e há línguas que poucos utilizam.)


publicado por aviajar às 14:12
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Pauliteiros de Miranda "Beilais cousas tan bonitas"!
A origem da dança dos pauliteiros não recebe unânimidade dos estudiosos que sobre ela se debruçaram. O Padre João de Almeida Morais Pessanha e mais autores atribuem a sua origem à clássica dança pírrica, guerreira por excelência. A dança mirandesa dos paulitos teria origem na dança pírrica dos Gregos, mas manifesta também vestígios de danças populares do sul de França e na dança das espadas dos Suiços na idade média. Os Romanos seriam os responsáveis pela propagação da dança pírrica a esta região.
Dr José Leite de Vasconcelos não aceita esta teoria, justificando que a dança introduzida em Roma e despois espalhada pelo império, nada teria em comum com a dança pírrica. Na dança pírrica, os dançantes, com armas e escudo de pau,simulavam o ataque e a defesa na batalha, usavam túnicas vermelhas, cinturões guarnecidos de aço e os capacetes dos músicos eram emplumados. Os bailadores colocavam-se em duas filas e dançavam ao som da flauta.
O abade de Baçal vê muitas semelhanças entre esta dança e a dança dos pauliteiros, tal como a substituição das túnicas pelas saias, o escudo pelo lenço sobre os ombros, os chapéus enfeitados e a utilização da flauta pastoril. A pr´pria evolução da dança, parece ter semelhanças em várias partes com persegição, luta, saltos e dança de vitória.





Os instrumentos musicais utilizados nas danças dos Pauliteiros são : O tamboril é um pequeno tambor que se toca com duas baquetes. A Gaita de Foles é a clássica gaita pastoril ou gaita galega, mais estridente. A Flauta Pastoril monotubular de três buracos, em mirandês fraita é tocada só com três dedos duma mão, o polegar, o indicador e o médio. As castanholas são feitas à navalha e enfeitadas com desenhos .
Há estudiosos que veêm nos trajes actuais, saias e chapéus enfeitados, coletes e laços de linho, o fato do soldado greco-romano embora estilizado .



Nas danças, an Pertugal,
Num sodes bós is pormeiros?
Fazeis Marabilhas no lhaços

Que outros chaman "Pauliteiros"!
Furun is Celtas quien pormeiro,
Antes serdes cristanos,
Trouxe la gaita i las danças
De palicos nas dues manos.

Aquanto la gaita toca,
Caixa i bombo repenican,
Dançadores anfeitados
Passaiges d'la bida imitan.
I esses trajos tan pimpones
I esses palicos nas manos
Lhembran tamien qualquier cousa
Guerreros griêgos, romanos...
Tambien nos bailes antigos,
Cun moços i cum mocicas
I anté cun biêlhos i biêlhas
Beilais cousas tan bonitas.

In "Miranda Yê La Mie Tiêrra"

José Francisco Fernandes



publicado por aviajar às 12:07
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