Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
MIR ANDUL (Miranda do Douro)
Miranda do Douro é uma cidade rodeada pelo Parque Natural do Douro Internacional, tem raizes Celtas e foi ocupada por Romanos, no século VII os àrabes chamavam-na por "Mir Andul".
Pela sua localização fronteiriça D. Afonso Henriques, manda construir um castelo, do qual ainda se pode observar vestigios. Perduram ainda uma parte da Cidadela e algumas muralhas.
Pode-se admirar a Sé de grande envergadura, que foi edificada na segunda metade do século XVI. Na Sé Catedral conserva-se um magnifico orgão da época joanina.
Há também na Sé uma singularidade que é a ingénua imagem do Menino Jesus da Cartolinha, datado de meados do século XIX, mas que corporiza uma lenda que remonta à época da Guerra da Restauração (século XVII) durante a qual um rapazinho de espada em punho ( despois foi identificado por Menino Jesus) andou a percorrer as ruas da cidade atiçando a coragem dos seus moradores, para fazerem frente aos espanhois.
O Paço Episcopal, pouco depois de ser construido, foi vitima de incêndio em 1706, restando sómente o andar térreo com uma arcada.


Há a registar na rua da Costanilha, casas quinhentistas que se conservam em bom estado. Entre elas sobressai uma moradia toda em pedra com janelas geminadas e cachorros medievais esculpidos em granito.

A velha Casa da Câmara alberga o Museu da Terra de Miranda,criado em 1982 pelo padre António Mourinho.

Além desta riqueza cultural de Miranda do Douro há mais pontos de interesse tais como a lingua falada e escrita - Mirandês , o folclore através dos Pauliteiros com o seu traje típico de saias, que tem como acompanhamento musical a gaita de foles (herança da ocupação Celta) e no aspecto gartronómico há a celebre posta Mirandesa. Estes três pontos irão ser referidos noutros posts a publicar brevemente.



publicado por aviajar às 17:48
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Miradouro Castelo Almourol
Castelo de Almourol foi levantado num afloramento de granito, que constitui esta pequena mas enigmática ilha com 310 metros de comprimento e 75 de largura, na freguesia de Praia do Ribatejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.
Não há certezas sobre o momento do lançamento da primeira pedra para o Castelo de Almourol. A pesquisa arqueológica remete para vestígios do tempo romano, no século I antes de Cristo. Especula-se mesmo sobre um muito mais antigo castro pré-histórico naquele lugar. O que é indiscutível é que, antes da Reconquista Cristã, Almourol foi fortim para alanos, visigodos e mouros.
Ao longo dos séculos, o Castelo de Almourol passou por sucessivas reedificações. O monumento que o visitante de hoje encontra está identificado como notável amostra da arquitectura militar da época dos Templários: tem a planta quadrangular delimitada por muralhas altas reforçadas por torres adossadas com uma mais altaneira torre de menagem. Uma placa epigráfica que encima o portão principal do castelo dá-nos a preciosa indicação de que as obras foram concluídas em 1171, sob a influência de Gualdim Pais, o quarto Grão-Mestre da Ordem dos Templários em Portugal. Era o tempo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques (1112-1185). Sabe-se que o rei conquistador entregou o castelo à Ordem Templária, a quem estava atribuída a missão de povoamento dos territórios entre o Mondego e o Tejo, num tempo em que Coimbra era capital do reino.

O castelo tornou-se então um ponto nevrálgico do médio Tejo. Assumiu larga importância no comércio entre Lisboa e outros locais do território.
Concluída a conquista do que é hoje o território português, com a posterior extinção da Ordem do Templários (em 1311), o Castelo de Almourol foi transferido para a tutela da Ordem de Cristo.
Sabe-se que o grande terramoto de 1755 também abriu brechas em Almourol. O coroamento uniforme das muralhas por ameias e merlões fixa uma fase de reedificação em meados do século XIX. Data desse tempo a entrega do Castelo de Almourol ao encargo do Exército português.


Em 16 de Junho de 1910, o Castelo de Almourol recebeu por decreto régio a classificação de Monumento Nacional de Portugal. É, sem dúvida, uma maravilha de Portugal.




Junto à localidade de Arripiado ( pequena aldeia do concelho da Chamusca. Edificada em declive, predominando o branco e cheio de recantos floridos.), está implantado um miradouro que nos dá a panorâmica do Castelo de Almourol e se localiza na margem esquerdo do rio Tejo.

No Miradouro do Almourol estão incluidos edifícios, arranjos exteriores e mobiliário urbano, destacando-se a escultura da autoria de João Cutileiro "Guerreiro Templário", com 6 metros,que se impõem pela sua beleza e grandiosidade.


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publicado por aviajar às 12:22
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Vila Flôr Terra Quente Transmontana
Situada no Distrito de Bragança, está a 700 metros de altitude,Vila Flôr está no coração da Terra Quente Transmontana, tem características próprias a nivel de climático e geológico. O clima varia um pouco, na zona montanhosa, onde predomina o frio no Inverno com neve e gelo, enquanto junto ao Tua e no Vale da Vilariça predomina um clima mais quente.No plano geológico o solo está numa zona transitória entre o Xisto (Tua e Vale da Milhariça) e o Granito (zona montanhosa).
Vila Flôr povoada desde a época do Bronze,teve Foral concedido por D.Diniz em 1286, (segundo a tradição D.Diniz, quando jovem , a caminho de Miranda ao visitar a sua noiva , Isabel de Aragão, para descansar da viagem parou nesta zona e devido à beleza do grande numero de flores campestres existentes na "Póvoa de Alèm " (primeiro nome deste zona com habitantes), rebaptizou-a por Vila Flôr.
Por volta de 1295 manda erguer em roda da vila, para protecção das imvasões vinda de Castela, uma muralha com cinco portas.
Restando actualmente só o arco de D.Diniz.
Os recursos monumentais são interessantes, tais como o Solar dos Aguilares, o Solar de Araújo Leite, o Solar dos Condes de Sampaio, Casa Residência Paroquial, o Solar dos Capitâes-Mores, o Solar dos Visconde Lemos, o Solar dos Lemos, o Solar e Brasão de Cid Leite Pereira, a Igreja Matriz.



Actualmente a ser utilizado como Biblioteca e Museu Municipal, está o Solar dos Aguilares. O Museu Drª Berta Cabral, fundado em 1958 por Raúl de Sá Correia, antigo secretário da Câmara Municipal e director do Museu até 1993,ano da sua morte. Antigo Solar dos Aguilares (primeiros donatários de Vila Flôr) e antigos Paços do Concelho, o edifício do século XIII, tem as suas armas reais na fachada principal e a flôr de Liz (simbolo da vila) e as armas dos Aguilares (duas àguias) na fachada do poente.


Vila Flôr tem como património paisagistico a vistar o complexo do Peneireiro com parque de campismo,parque merendas,barragem,um pequeno Zoo com espécies da zona (pombos,perdizes,galos,faisões,pavões e àguias), piscina.
Fraga do Ovo - Candoso (curiosidade da natureza - uma pedra permanece supensa e imóvel no meio de uma base granítica e tem a forma de um "Ovo"). Há também os Miradouros de Nossa Senhora da Lapa (Vila Flôr) e o de Nossa Senhora da Assunção (Vilas Boas) onde se posde vislumbrar panorâmicas impressionantes.










publicado por aviajar às 17:15
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
ALDEIA DA LUZ (Mourão Alentejo)
A antiga Aldeia da Luz,cuja origem remonta ao período Paleolítico e Neolítico,foi considerada, o impacto social mais significativo da construção da Barragem do Alqueva, foi desmantelada e maioritáriamente submersa pela albufeira do Alqueva.
A nova Aldeia da Luz construida de raiz (ano 2002) a dois quilómetros da antiga, com a preocupação da manutenção dos traços e bens patrimoniais anteriores.

Também foi construido (Novembro 2003) um museu Arqueológico e Etnográfico com achados datados desde a Idade do Ferro e está dedicado às Tradições, Hábitos e Costumes da antiga Aldeia da Luz.
A aldeia está equipada com uma Praça de Touros, de Lavadouro público que tem a função de Miradouro com vista sobre a Barragem do Alqueva.

A Aldeia da Luz inaugurou a 25 de Abril 2008, uma Área de Serviço e Pernoita para Autocaravanas. Esta infra-estrutura permite que a aldeia esteja ao nível do que há na Europa para receber os turistas que se deslocam em autocaravana. As Áreas de Serviço para Autocaravanas, além de contemplarem o estacionamento dos veículos, permitem o abastecimento de água potável e o despejo dos depósitos de águas residuais, cumprindo com toda a eficiência os compromissos de preservação do meio ambiente. Através de uma proposta do Portal CampingCar Portugal, a Junta de Freguesia da Aldeia da Luz abraçou este projecto, acolhendo da melhor forma a permanência destes turistas.

Em toda a área encontram-se diversas estações arqueológicas de diferentes períodos, algumas delas dadas aconhecer através da construção da barragem.


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publicado por aviajar às 11:19
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